ALEXANDRE de MORAES classifica relatório da PF como tentativa de golpe

O MINISTRO do STF ALEXANDRE de MORAES se defendeu de acusações que considera infundadas, afirmando que o.
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O MINISTRO do Supremo Tribunal Federal (STF), ALEXANDRE de MORAES, fez sua primeira defesa pública na noite de ontem (14), ao se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que investiga suas conversas com Daniel Vorcaro, uma solicitação de André Mendonça. MORAES caracterizou o documento como uma "farsa" e defendeu que a motivação por trás da investigação é a "vingança" dos aliados de aqueles que tentaram desestabilizar a Democracia e foram condenados por suas ações, referindo-se ao núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A entrega de sua defesa ao presidente do STF, MINISTRO Edson Fachin, ocorreu algumas horas antes de um julgamento marcado para hoje (15), às 10h, onde será decidido se a investigação contra MORAES será aberta ou arquivada. Em sua manifestação, o MINISTRO negou qualquer irregularidade, assegurando que não favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e que nunca julgou processos relacionados a eles.

MORAES argumentou que a investigação determinada por André Mendonça é ilegal, pois teria sido iniciada sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e sem autorização prévia do plenário do STF. Ele destacou que, em sua visão, o ato do relator foi "absolutamente inconstitucional e ilegal", ao determinar, de ofício, a investigação de um membro da CORTE.

O MINISTRO também afirmou que o relatório não apresenta indícios de infração penal da sua parte, baseando-se apenas em anotações encontradas em blocos de NOTAS do celular de Vorcaro. Para MORAES, não faz sentido concluir que houve favorecimento ou vazamento de informações, considerando a análise do caso como "não lógica, razoável e plausível".

Em sua defesa, MORAES descreveu a Operação Compliance como uma tentativa clara de interferência externa nas próximas eleições brasileiras de 2026. Ele alegou que o relatório é "imprestável" devido à quebra da cadeia de custódia das informações, mencionando que a investigação não foi conduzida integralmente pela PF, mas com o auxílio de um órgão externo, possivelmente estrangeiro. O MINISTRO concluiu que essa ação visa incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma, que lidou com a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, ameaçando o Estado Democrático de Direito.

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