A turnê de Ed Sheeran enfrentou uma reviravolta significativa após a decisão de artistas como Finneas, Aaron Rowe e Lukas Graham, além da banda Beoga, de não se apresentar mais nos shows. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 15 de setembro, um dia depois que Sheeran anunciou a saída do rapper Macklemore das apresentações em decorrência de seus discursos em apoio à Palestina.
A decisão dos artistas de se afastar da turnê foi acompanhada de declarações nas redes sociais, onde expressaram apoio ao povo palestino. Finneas afirmou que "artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão". Por sua vez, Lukas Graham destacou a importância de falar sobre guerras e civis em situação vulnerável, enfatizando que "qualquer que seja sua bandeira, crianças merecem crescer em paz".
Aaron Rowe trouxe à tona a experiência irlandesa com questões de colonialismo, afirmando que ele e seus colegas "entendem bem demais genocídio, fome forçada e ocupação violenta". A banda Beoga também se manifestou, reiterando seu compromisso com a justiça e sua identificação como membros fundadores do movimento Artistas Irlandeses pela Palestina.
Com essas saídas, Ed Sheeran se vê sem nenhum dos artistas que estavam confirmados para abrir seus shows, cuja turnê está programada para seguir até o dia 11 de dezembro.
A polêmica teve início quando Macklemore, amigo de longa data de Ed Sheeran, fez declarações em apoio à Palestina durante sua apresentação na Loop Tour, realizada nos Estados Unidos. No primeiro show, em 4 de setembro, o rapper vociferou "Palestina Livre" e demonstrou solidariedade ao povo de Gaza, reforçando sua posição na segunda noite do evento.
A Messina Touring Group, responsável pela promoção da etapa americana da turnê, solicitou que Ed Sheeran removesse Macklemore das apresentações seguintes. O cantor optou por acatar o pedido, o que gerou revolta entre fãs e colegas de profissão, resultando em um boicote em sua própria turnê.