A Defesa Civil do Paraná está reforçando, nesta terça-feira (15), as ações de atendimento às famílias prejudicadas pelas cheias do Rio IGUAÇU em União da Vitória, localizada no Sul do estado. A mobilização inclui equipes nos abrigos, distribuição de cestas básicas, avaliação das áreas afetadas e apoio técnico ao município para a elaboração de laudos sobre os danos. A maior parte das operações de remoção de moradores e seus pertences foi realizada de forma preventiva, antes do pico da inundação, em colaboração com o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e a prefeitura local.
A estrutura de apoio continua a receber reforços. Antes da cheia, a Defesa Civil enviou 600 cestas básicas e 250 colchões, que já foram distribuídos nos abrigos. Além disso, a previsão é que entre esta terça-feira (15) e quarta-feira (16) cheguem mais 250 colchões, 360 kits de limpeza e 100 kits de higiene. A operação de salvamento permanece ativa, com cerca de 30 bombeiros envolvidos nas ações, que contam com viaturas e embarcações, incluindo equipamentos motorizados e motos aquáticas. O Instituto Água e Terra (IAT) disponibilizou à Defesa Civil Estadual e municipal seis embarcações e cinco veículos 4×4 para auxiliar no atendimento.
O suporte do Estado também envolve o monitoramento das áreas afetadas e assistência técnica ao município para a elaboração de laudos que documentem os danos. Esse trabalho é fundamental para que União da Vitória possa acessar recursos estaduais e federais destinados à recuperação das áreas impactadas.
A Defesa Civil Estadual está orientando os gestores dos abrigos a agilizar o encaminhamento das solicitações das famílias afetadas. A retirada dos moradores ocorreu antes que a água invadisse as residências. Desde quarta-feira (9), equipes do Estado, do Corpo de Bombeiros e do município utilizaram 20 caminhões para transportar móveis e pertences das residências alagadas.
Além disso, a Defesa Civil também é responsável pelo resgate e transporte de Animais Silvestres ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro. A estrutura de abrigo temporário para esses animais está sendo organizada no Galpão 1 do Terminal de Calcário, com áreas destinadas à quarentena, alojamento de cães, gatil, isolamento e atendimento veterinário.
No que diz respeito ao NÍVEL do Rio IGUAÇU, a situação ainda é preocupante, uma vez que o rio permanece acima do NÍVEL de alarme de 5,5 metros. O pico registrado foi de 6,275 metros, às 17h de segunda-feira (14). Até as 13h desta terça-feira (15), o NÍVEL havia baixado 2,5 centímetros, alcançando 6,25 metros. De acordo com o capitão Edimar Souza Penteado, chefe do 10º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil do Paraná, o cenário atual indica uma estabilização do NÍVEL do rio, com uma lenta tendência de redução. O capitão ressalta que a situação ideal para o retorno das pessoas às suas casas é quando o NÍVEL do rio atingir cinco metros, mas essa condição depende da previsão de chuvas nos dias seguintes. Enquanto o NÍVEL estiver acima de cinco metros e houver possibilidade de mais precipitações, o retorno dos moradores não é recomendado.