Tensão marca julgamento no STF com troca de farpas entre Gilmar Mendes e André Mendonça

Durante o julgamento no STF, um intenso bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça chamou.
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O julgamento que avaliava a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) foi marcado por um intenso bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. A discussão emergiu no contexto de um inquérito relacionado a mensagens trocadas entre magistrados, onde Mendonça mencionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relação a um caso específico.

Gilmar Mendes interrompeu a fala de Mendonça, fazendo uma crítica contundente ao seu colega. "É impressionante a desfaçatez desse sujeito", afirmou Mendes, o que provocou uma resposta imediata de Mendonça. "Desfaçatez de vossa excelência. Me respeite", rebateu Mendonça, intensificando o tom da discussão.

Em seguida, Mendes, sem recuar, disse: "Pode chorar", uma frase que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde vídeos do confronto foram amplamente compartilhados. Mendonça, por sua vez, encerrou o impasse com a afirmação: "Aqui não tem choro não. Respeite".

Após o desentendimento, o clima na Corte se deteriorou ainda mais. O ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento e expressou sua preocupação com o nível do debate, que, segundo ele, estava "degradando" a imagem do STF. Dino também criticou a condução do presidente da Corte, Edson Fachin, frente às sucessivas trocas de farpas entre os integrantes do tribunal durante a sessão.

Apesar do pedido de Dino para interromper o julgamento, Fachin concedeu a palavra a outros ministros, como Luiz Fux e Cármen Lúcia, que anteciparam seus votos. Com isso, o placar do julgamento chegou a 4 a 4 em relação ao entendimento defendido por Gilmar Mendes, evidenciando a divisão entre os ministros.

O episódio não apenas destacou as tensões internas do STF, mas também refletiu a polarização que permeia os debates na Corte, fazendo com que a troca de ofensas em um ambiente institucional se tornasse um tema de debate público nas redes sociais.

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