O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma crítica contundente ao governo brasileiro, afirmando que houve uma falha no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Em um documento enviado ao Congresso americano, Trump destacou a necessidade de o Brasil implementar medidas mais enérgicas para enfrentar e desmantelar essas facções antes que elas consigam se expandir e se fortalecer.
Essas declarações foram feitas em um relatório sobre ações contra o narcotráfico, que foi encaminhado ao Congresso dos EUA na terça-feira, dia 15 de setembro de 2026. No documento, a Casa Branca incluiu o Brasil em uma lista de 23 países que são considerados "produtores ou locais de trânsito de drogas ilícitas". Entre os países mencionados estão também Afeganistão, Bolívia, China, Índia, México e Venezuela.
O relatório ressalta que a inclusão de um país nesta lista não necessariamente reflete a eficácia das ações do governo em relação ao combate ao tráfico de drogas. A documentação esclarece que a presença de uma nação na lista é baseada em critérios estabelecidos pelo Ato de Assistência Estrangeira de 1961, que considera aspectos geográficos, comerciais e econômicos que facilitam a produção e o trânsito de substâncias ilícitas.
Além disso, o texto destaca que a inclusão do Brasil atende a Critérios Técnicos que servem como base para a prestação de contas ao Poder Legislativo americano. O relatório é parte de uma determinação presidencial voltada ao ano fiscal de 2027, que busca justificar a liberação de verbas destinadas a programas antidrogas nos Estados Unidos.
As críticas feitas por Trump enfatizam a urgência de uma resposta mais robusta do governo brasileiro frente à crescente influência do PCC e do CV, grupos que vêm desafiando a segurança pública no Brasil e apresentando riscos significativos para a região. A discussão sobre o combate ao narcotráfico torna-se, assim, uma questão central nas relações entre os dois países, com implicações diretas nas políticas de segurança e assistência internacional.