As lavouras de Milho Safrinha do Paraná estão passando por um momento crítico na safra 2025/26, devido a condições climáticas adversas, incluindo estiagens pontuais e altas temperaturas que prejudicaram o desenvolvimento das plantas desde o início da cultura. Essas condições têm gerado uma redução significativa na produtividade em diversas áreas do estado.
No oeste do Paraná, o agricultor Gabriel Redivo dedicou 960 hectares ao cultivo do milho. O plantio ocorreu entre o final de janeiro e 14 de fevereiro, mas as chuvas foram escassas nos meses de março e abril, resultando em uma diminuição de 40% no potencial produtivo da propriedade. A média final de colheita variou entre 82 e 90 sacas por hectare, um número bem abaixo do esperado.
A trajetória familiar de Gabriel no agronegócio paranaense remonta aos anos 1970, quando seu avô, Adolfo Oto Midding, deixou o município de Videira, em Santa Catarina, para arrendar uma propriedade na divisa de Santa Tereza do Oeste e São Pedro do Iguaçu. Com uma herança recebida, Adolfo adquiriu uma área vizinha e começou a experimentar com o cultivo do milho associado à soja, aproveitando um período de mecanização inicial na agricultura.
Atualmente, a soja ocupa 100% da área cultivada no verão, enquanto o milho ocupa 70% no inverno. Há seis anos, Gabriel e seu avô decidiram diversificar ainda mais, introduzindo 190 hectares de feijão, que é plantado no final de fevereiro e colhido entre maio e junho. A última safra de feijão rendeu 38 sacas por hectare.
Em relação ao desempenho das lavouras, Renato Rambo, gerente da C.Vale no Paraná, observa que os produtores que conseguiram respeitar a janela ideal de plantio tiveram resultados satisfatórios. Ele menciona que as chuvas foram regulares e bem distribuídas, e que o manejo de pragas e doenças foi eficaz, não impactando significativamente a produtividade. Essa combinação de fatores contribuiu para boas médias de colheita.
Por outro lado, em Mato Grosso do Sul, as dificuldades foram intensificadas pela combinação de estiagens e o ataque de lagartas durante o ciclo reprodutivo. Jeferson Salatti, gerente regional de uma cooperativa, informa que, apesar dos desafios, a produtividade nas lavouras oscila entre 80 e 120 sacas por hectare, o que é considerado um resultado normal para a região. Salatti destaca que esse desempenho evidencia a eficiência na gestão dos produtores no campo.