Ex-Vereador Milton Leite se entrega à polícia em investigação sobre o PCC

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, se apresentou à polícia em Mogi das Cruzes.
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O ex-vereador Milton Leite, que também foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo, se entregou à polícia na tarde da última sexta-feira (18). Ele se apresentou em uma delegacia localizada em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após ser alvo de um mandado de prisão temporária relacionado à Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil no dia anterior, 17.

A Operação Vectura Corrupta investiga a infiltração do Crime Organizado no setor de transportes. Milton Leite é apontado como suspeito de ter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil. Conforme a investigação, o ex-presidente da Câmara seria responsável pela operação de empresas de transporte ligadas ao PCC.

Antes de se entregar, Milton Leite era considerado foragido. Na mesma sexta-feira, a Polícia Civil apreendeu em uma residência de um ex-assessor do vereador a quantia de R$ 287 mil e US$ 89 mil em dinheiro.

As investigações revelam que Milton Leite é mencionado repetidamente como um dos responsáveis pela operação de várias empresas sob o controle do PCC. Um relatório da Polícia Civil também destaca que policiais militares relataram, em um procedimento do Tribunal de Justiça Militar, que Leite seria o "dono de fato" da empresa Transwolff.

Inicialmente, a Polícia Civil e o Ministério Público suspeitavam que o ex-vereador estivesse escondido em um imóvel em Sorocaba, mas ele não foi localizado nesse local. Milton Leite havia se comprometido a se apresentar à Justiça em um prazo de 24 horas, mas não cumpriu essa promessa.

Em uma gravação divulgada à imprensa, Leite negou as acusações e afirmou que colaborará com as investigações. "Nego veementemente todas as afirmações que se tornaram públicas. Não conheço ninguém do PCC e nunca tive qualquer relação com a facção", declarou.

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