O núcleo político da governadora Raquel Lyra, que busca a reeleição em Pernambuco, protocolou uma denúncia na Polícia Federal sobre um indivíduo detido sob suspeita de furto de materiais de campanha. A denúncia sugere uma possível ligação entre o suspeito, Alexsandro Pereira da Silva, e pessoas que ocupam ou ocuparam cargos na Prefeitura do Recife e no PSB.
Alexsandro foi preso em flagrante no dia 16 de setembro, na Avenida Guararapes, localizada no bairro de Santo Antônio, no Recife. De acordo com a denúncia, ele é sócio-administrador de uma empresa de telecomunicações, cuja documentação revela que seus sócios também têm vínculos recentes com atividades políticas ligadas ao PSB na capital pernambucana.
A governadora Raquel Lyra alega que o material furtado, que inclui bandeiras e outros itens de campanha, seria utilizado para infiltrar militantes falsos em um ato promovido por Flávio Bolsonaro, do PL. Este evento ocorreu em Recife, onde a disputa eleitoral se intensifica, especialmente com a presença de influências da eleição presidencial, dado que Luiz Inácio Lula da Silva ainda possui uma base significativa de apoio no estado.
No contexto da campanha, a coligação de João Campos tem se esforçado para associar Raquel Lyra a Flávio Bolsonaro, enquanto tenta reforçar sua própria ligação com Lula. Raquel, por sua vez, tem se posicionado de maneira a evitar compromissos com qualquer um dos candidatos à presidência, buscando manter o foco nas questões estaduais sem permitir que a eleição se torne uma extensão da disputa nacional.
Flávio Bolsonaro, em visita ao Recife, também se absteve de manifestar apoio a candidatos locais, afirmando que pretende respeitar a dinâmica política do estado. Lula, por outro lado, já manifestou que mantém uma relação institucional positiva com Raquel, construída ao longo de seu mandato.
A denúncia também menciona um policial civil que participou da abordagem a Alexsandro. Este policial é descrito como sócio-administrador de uma empresa contratada pela campanha de Raquel Lyra, com um contrato de R$ 2,5 milhões, para gerenciar a militância da governadora. A Frente Popular relatou que, cerca de cinco dias após o pagamento, a mãe do policial passou a administrar a empresa, levantando questionamentos sobre a legalidade dessa transação e a movimentação financeira.