Confirmação de voos de Moraes levanta questões sobre contratos com empresa de Vorcaro

O escritório Barci de Moraes reconheceu a utilização de jatinhos da Prime Aviation por Alexandre de Moraes,.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O escritório de advocacia Barci de Moraes, que tem como sócia a esposa do ministro Alexandre de Moraes, confirmou que o magistrado do Supremo Tribunal Federal utilizou aeronaves operadas pela Prime Aviation, uma empresa associada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A confirmação se deu em nota divulgada neste domingo (20), onde o escritório informou que contrata serviços de táxi aéreo e destacou que, em nenhum dos voos, esteve presente Vorcaro ou QUALQUER outra pessoa que não fosse parte do escritório.

A nota do Barci de Moraes contrasta com declarações anteriores do gabinete de Moraes, que havia negado o uso de aviões vinculados a Vorcaro, chamando as alegações de "fantasiosas". O gabinete afirmou que o ministro nunca viajou em aeronaves de Vorcaro ou de Fabiano Zettel, com quem ele não teria QUALQUER relação.

As viagens em questão ocorreram após negociações para um suposto SEGUNDO CONTRATO entre o escritório de Viviane de Moraes e empresas de Vorcaro, avaliado em R$ 50 milhões. O escritório, no entanto, nega a existência desse novo acordo. A Polícia Federal investiga a situação e aponta que um CONTRATO anterior foi assinado em 12 de maio de 2025 com a Viking Participações, representada por Vorcaro, prevendo três anos de prestação de serviços.

Além disso, em 19 de maio de 2025, um acordo foi firmado para estabelecer as condições de pagamento dos R$ 50 milhões, sendo que R$ 40 milhões desse total seriam quitados através de participações em duas empresas que operam aeronaves. Esse CONTRATO foi firmado após um OUTRO acordo entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

O CONTRATO inicial, assinado em janeiro de 2024, previa 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, totalizando, caso integralmente cumprido, R$ 131 milhões. A situação levanta questionamentos sobre as relações contratuais do escritório com Vorcaro e a utilização de aeronaves em voos realizados por Moraes e sua esposa. A investigação da Polícia Federal continua a acompanhar esses desdobramentos, que implicam em questões éticas e de transparência envolvendo membros do STF e seus vínculos com o setor privado.

PUBLICIDADE

Relacionadas: