Javier Milei critica dívida pública do Brasil e provoca Lula novamente

O presidente argentino Javier Milei voltou a criticar a política fiscal do Brasil, destacando o déficit da.
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Na última terça-feira, 22, o presidente da Argentina, Javier Milei, reiterou suas críticas à política fiscal brasileira, focalizando a situação do déficit do governo federal. Em uma postagem no X, Milei compartilhou um gráfico que ilustra que, segundo o Orçamento de 2027 e o Anexo de Riscos Fiscais, a dívida pública do Brasil deve atingir cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.

Defensor de uma política de déficit zero, Milei não hesitou em rejeitar o modelo fiscal brasileiro, fazendo uma comparação com a crise que afetou a Argentina em 2001. “Os progressistas locais (esquerdistas) querem apresentar essa política fiscal como o modelo a seguir. NÃO, OBRIGADO… Nunca contem comigo para esse absurdo… tivemos uma situação semelhante em 2001 e todos sabemos como terminou… Tchau!”, disse o presidente argentino em sua postagem.

As críticas de Milei surgem em meio a uma escalada de tensões entre ele e Lula, que já haviam trocado farpas anteriormente, entre o final de julho e o início de agosto. Durante uma convenção do PL em São Paulo, em 25 de julho, Milei acusou o Brasil de estar envolvido em uma campanha contra a Argentina e chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”.

Essas declarações provocaram uma reação do governo brasileiro, que optou por rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, decidindo que o embaixador Julio Bitelli não retornaria a Buenos Aires. Em resposta, o chanceler Mauro Vieira comentou em agosto que a normalização das relações bilaterais estaria condicionada ao fim das “agressões” de Milei contra Lula.

As intercorrências entre os dois líderes refletem um cenário de crescente tensão política na América do Sul, onde as divergências ideológicas entre os governos têm gerado um ambiente de hostilidade entre os países vizinhos. A situação fiscal do Brasil, que preocupa os analistas, continua sendo um ponto central nas críticas de Milei, que busca reforçar sua posição contra o que considera políticas progressistas na região.

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