Curta-Metragem pernambucano é indicado ao Oscar e estreia em festival francês

O documentário 'Os Arcos Dourados de Olinda', selecionado para a disputa do Oscar 2027, é exibido no.
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O curta-metragem pernambucano 'Os Arcos Dourados de Olinda' estreia nesta quarta-feira (30/9) no 35º Biarritz Amérique Latine, um festival francês que destaca produções da América Latina no mercado europeu. O filme foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema como um dos representantes do Brasil para a disputa ao Oscar 2027. A obra retrata a breve trajetória de uma unidade do McDonald's em Olinda (PE), uma das primeiras franquias da gigante de fast-foods a encerrar suas atividades.

Embora Olinda não tenha sido a primeira cidade a fechar uma unidade da rede, a narrativa serve como pano de fundo para discutir, de forma leve e bem-humorada, a resistência latino-americana contra o imperialismo dos Estados Unidos. O diretor do documentário, Douglas Henrique, enfatiza que o filme aborda questões de soberania que ressoam em níveis local, nacional e regional. “O filme nasce de uma situação muito pequena, que aconteceu há 26 anos, mas que continua completamente atual”, destaca o diretor.

Nos últimos doze meses, 'Os Arcos Dourados de Olinda' foi selecionado para 18 festivais e mostras internacionais, além de ter sido exibido em diversas localidades do Brasil. A produção conquistou três prêmios de Melhor Documentário Internacional, incluindo o 23º Bogoshorts na Colômbia e o prêmio de Melhor Curta-Metragem Brasileiro no festival É Tudo Verdade, um dos mais renomados eventos do gênero na América Latina. Essas conquistas garantiram ao filme a elegibilidade para a pré-lista de representantes brasileiros na disputa ao Oscar 2027.

Douglas Henrique compartilhou que o curta está confirmado na disputa pela indicação a Melhor Curta-documentário. "O curta é estritamente fechado a acontecimentos entre 2000 e 2003, mas, se brincar, ainda fala muito do que estamos vivendo hoje", afirmou o diretor, ressaltando a relevância contínua do tema abordado.

A narrativa do filme é embasada em um extenso acervo de imagens e vídeos de arquivo, tendo sido resgatadas mais de 300 fitas em VHS. Esses materiais ajudam a reconstruir o episódio da franquia em um contexto de um mundo que estava se globalizando, refletindo sobre as novas dinâmicas da geopolítica mundial. "Muitas pessoas de outros países que assistiram nem sabiam que Olinda ou Pernambuco existiam, mas gostaram e se identificaram com o filme", conclui Douglas Henrique, ressaltando o potencial universal da temática abordada.

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