Às vésperas das eleições no Brasil, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de "ladrão". As declarações foram proferidas em entrevista à revista francesa Le Point, onde Milei alegou que Lula teria sido favorecido por uma decisão judicial que anulou suas condenações por corrupção. O presidente argentino TAMBÉM acusou Lula de ter realizado "ações sujas" contra sua candidatura nas eleições argentinas de 2023.
Milei declarou: "Para mim, ele [Lula] é um ladrão; saiu da prisão por uma questão administrativa". No contexto da disputa presidencial brasileira, o líder argentino expressou esperança na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que o senador seria um "amigo" e capaz de implementar "reformas liberais necessárias" no Brasil.
Durante a entrevista, Milei acusou Lula de enviar profissionais brasileiros para trabalhar contra sua candidatura durante as eleições argentinas. Ele afirmou que um grupo de trinta brasileiros, composto por psicólogos e comunicadores, teria sido enviado a Buenos Aires para organizar uma campanha negativa contra ele. Essa declaração remete à participação de publicitários brasileiros na campanha do seu adversário, Sergio Massa, na eleição de 2023.
Além disso, Milei fez menção a uma "falha administrativa" que teria levado à libertação de Lula, ao invés de afirmar que ele foi considerado inocente. As condenações de Lula na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, sob o argumento de que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos.
Os ataques de Milei a Lula ocorrem em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Argentina. Em agosto, após novas declarações do presidente argentino, o governo brasileiro convocou o embaixador Julio Bitelli para consultas em Brasília. A crise diplomática começou após Milei participar da convenção do PL em São Paulo, onde criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Apesar das divergências, as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países permanecem.
O cenário político se intensifica com as eleições se aproximando, e as declarações de Milei refletem um momento crítico na relação entre os dois líderes e na dinâmica eleitoral em ambas as nações.