TSE nega candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado e anula votos

O Tribunal Superior Eleitoral indeferiu o registro de Deltan Dallagnol, ex-procurador da Operação Lava Jato, ao Senado.
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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu neste sábado (3) o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada um dia antes do primeiro turno das eleições, revogando a autorização concedida anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

A medida foi motivada por questionamentos sobre a elegibilidade do ex-procurador da Operação Lava Jato, que teve seu mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023. Floriano de Azevedo Marques argumentou que a situação que levou à cassação também impede Dallagnol de concorrer ao Senado em 2026, devido ao prazo de inelegibilidade de oito anos.

Além de indeferir a candidatura, a decisão do TSE estabelece que os votos destinados a Dallagnol sejam considerados nulos na apuração deste domingo (4), mesmo que seu nome permaneça nas urnas eletrônicas. O ministro também determinou que o TRE-PR seja informado sobre o indeferimento do registro.

Essa decisão é individual e ainda deve passar pela análise do plenário do TSE, o que pode trazer novos desdobramentos na situação do ex-deputado e na dinâmica das eleições no Paraná. A expectativa é que mais informações sejam divulgadas nas próximas horas, à medida que os resultados da eleição se aproximam.

Deltan Dallagnol, ex-procurador famoso pela atuação na Operação Lava Jato, tem enfrentado desafios relacionados à sua elegibilidade desde a cassação de seu mandato. A negativa do TSE representa um importante marco na sua trajetória política, levantando dúvidas sobre futuras candidaturas e sua participação no cenário eleitoral brasileiro.

A situação é um reflexo das complicações jurídicas que podem afetar políticos e candidatos, especialmente aqueles que já enfrentaram processos legais significativos. O desfecho dessa questão poderá impactar não apenas a carreira de Dallagnol, mas também a estratégia do partido Novo nas eleições de 2026.

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