O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, iniciam nesta segunda-feira (5) a tarefa de ampliar suas bases eleitorais para o 2º turno das eleições de 2026. Atualmente, há mais de 48,8 milhões de eleitores que não votaram em nenhum dos candidatos na primeira rodada, incluindo votos brancos, nulos e abstenções.
Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos que não avançaram na disputa pelo Palácio do Planalto somaram um total de 9,3 milhões de votos. Dentre os eleitores que estavam aptos a votar, as abstenções formam o maior grupo, com 33,4 milhões de votos. Além disso, 2,3 milhões optaram pelo voto em branco, enquanto 3,6 milhões anularam o voto.
Com a retomada das campanhas, Lula e Flávio buscam conquistar a preferência de expressivos 25,8% do eleitorado, que corresponde aos 48,8 milhões de eleitores que ainda não se decidiram. Essa é uma oportunidade significativa para ambos os candidatos, que tentarão atrair esses votos na fase decisiva da eleição.
No 1º turno, Flávio Bolsonaro obteve uma vantagem de 1,87% sobre Lula, recebendo pouco mais de 56 milhões de votos válidos, enquanto o presidente somou cerca de 54 milhões. Os demais candidatos apresentaram os seguintes resultados: Augusto Cury (Avante) com 3.448.569 votos (2,89%), Renan Santos (Missão) com 2.675.887 votos (2,24%), Ronaldo Caiado (PSD) com 2.605.148 votos (2,18%) e Romeu Zema (Novo) com 326.488 votos (0,27%). Os votos dos demais candidatos totalizaram cerca de 260 mil.
Apesar do elevado número de votos que ainda estão em aberto, a transferência desses votos não é garantida. A migração dos eleitores que votaram em outros candidatos, bem como daqueles que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo, pode ocorrer, mas depende de uma série de fatores, incluindo a decisão de cada eleitor em participar do 2º turno e em quem escolher votar.
O especialista destaca que o apoio de candidatos derrotados pode trazer benefícios, como estrutura partidária e palanques regionais, além de influenciar a decisão do eleitor, mas não assegura que os votos serão automaticamente transferidos. Essa dinâmica é mais eficaz quando existe uma proximidade política e ideológica entre os concorrentes, o que pode facilitar a aceitação de um novo candidato pelos eleitores que inicialmente apoiaram outros nomes.