Após o primeiro turno das eleições, o Centrão saiu enfraquecido, contabilizando 207 deputados e 30 senadores. Essa redução no número de cadeiras é notável, uma vez que a composição anterior em 2022 contava com 230 deputados. Os partidos que compõem o Centrão, como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e MDB, apresentaram resultados que refletem essa diminuição.
O União Brasil, por exemplo, conquistou 46 cadeiras, uma queda de 13 em relação ao último pleito. O PP e o MDB também perderam espaço, cada um com 41 e 36 cadeiras, respectivamente, ambos com uma redução de seis. Em contrapartida, o PSD conseguiu aumentar sua bancada em uma cadeira, totalizando 43, enquanto os Republicanos mantiveram suas 41 cadeiras. No total, a federação entre União Brasil e PP soma 87 deputados, uma queda em relação aos 106 conquistados anteriormente.
Esses resultados surpreenderam, uma vez que as projeções iniciais apontavam para um desempenho mais robusto do Centrão. O Diap, por exemplo, previa 107 cadeiras para a federação, considerando-a a grande vencedora do pleito. O espaço que antes era do Centrão foi tomado pelo PL, que elegeu 121 deputados e 28 senadores.
No Senado, a situação do PSD é alarmante. O partido, que antes contava com 15 senadores, verá sua bancada reduzida para apenas cinco. Essa perda representa a maior queda entre os partidos na Casa. Gilberto Kassab, líder do PSD, havia sido uma figura influente, especialmente após as eleições municipais de 2024, quando seu partido contava com 891 prefeitos.
O PSD, fundado em 2011, tinha como proposta ser uma alternativa neutra no espectro político, o que lhe garantiu bons resultados nas cidades, mas agora enfrenta desafios significativos. Kassab, que ocupava cargos no governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, também viu suas ambições presidenciais com Ronaldo Caiado, que terminou o primeiro turno em quinto lugar, ser frustradas.
As movimentações No Senado antes da votação também impactaram a situação do PSD, com a saída de figuras como Rodrigo Pacheco, Eliziane Gama e Angelo Coronel durante a janela partidária. Após os resultados, Kassab anunciou que o PSD adotará uma postura neutra no segundo turno, liberando os diretórios para decisões individuais.