As Eleições 2026 trouxeram um avanço na representação feminina no Congresso Nacional, com a expectativa de que, a partir de 2027, o número de mulheres em exercício chegue a 127, totalizando 21,4% dos 594 parlamentares. Essa mudança representa um progresso em comparação ao pleito anterior, em 2022, quando 91 mulheres foram eleitas.
Na Câmara dos Deputados, o resultado foi de 109 mulheres eleitas, ocupando 21,2% das 513 cadeiras. O aumento de 18 cadeiras em relação a 2022 indica um crescimento de quase 20% na bancada feminina. Esse resultado reflete uma tendência de ampliação do espaço ocupado por mulheres na política nacional.
No Senado, a situação também foi positiva, com a eleição de 12 mulheres entre as 54 vagas disponíveis, estabelecendo um novo recorde desde a redemocratização do país. O número anterior mais alto era de oito senadoras, eleitas em 2002. Com as novas eleitas, a bancada feminina No Senado poderá chegar a 18 integrantes no próximo ano, considerando também as parlamentares com mandatos até 2031.
O cenário no Distrito Federal se destacou ainda mais, com a eleição de Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL), que se juntam a Damares Alves (Republicanos), garantindo que todas as três cadeiras do Senado no DF sejam ocupadas por mulheres. Essa configuração inusitada é um marco significativo para a representação feminina na política local.
A ampliação do espaço feminino no Congresso Nacional é um passo importante em direção à equidade de gênero na política brasileira, embora o número ainda represente uma fração pequena do total de assentos disponíveis. A continuidade desse movimento será observada nas próximas eleições e nos desdobramentos da atuação dessas parlamentares.