Eduarda Campopiano, do PL, foi eleita com a maior quantidade de votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com um total de 1.956.238 sufrágios. Na madrugada desta segunda-feira (5), após a apuração dos votos do primeiro turno das eleições, a deputada estadual fez uma publicação em suas redes sociais que gerou polêmica, ao se referir à deputada federal Erika Hilton, do PSol, como "homem biológico".
O comentário transfóbico foi postado por volta da 1h20 e rapidamente se espalhou, alcançando mais de 1 milhão de visualizações e cerca de 35 mil curtidas. Na mensagem, Campopiano questionou Hilton sobre como seria saber que um "homem biológico" jamais ocuparia o espaço da mulher mais votada de São Paulo, finalizando com um "Rs".
Até o momento, Erika Hilton não se manifestou publicamente sobre a postagem de Campopiano. A reeleição de Hilton para a Câmara dos Deputados foi marcada por um recorde, com 1.596.472 votos, tornando-a a mulher mais votada na história do Brasil em uma eleição para o legislativo federal.
Eduarda Campopiano se destacou na campanha ao lado de Lucas Pavanato, vereador e deputado federal eleito, e se autodenomina como "a maior inimiga das feministas de São Paulo". Seu desempenho nas urnas a colocou em uma posição de destaque na política paulista, especialmente entre os eleitores do PL.
Por outro lado, Erika Hilton, que chegou à Câmara em 2022 após uma passagem como vereadora de São Paulo, é conhecida por sua atuação na Bancada Ativista, defendendo pautas relacionadas aos direitos humanos e à diversidade. A rivalidade entre as duas parlamentares pode evidenciar divisões ideológicas em um cenário político cada vez mais polarizado em São Paulo e no Brasil.
O episódio nas redes sociais é um reflexo das tensões que permeiam as discussões sobre gênero e representação política no país, especialmente em um contexto eleitoral onde a disputa por espaço e visibilidade entre mulheres na política é acirrada.