Ana Elisa se defende de acusações e critica divulgação de montagens por Nikolas Ferreira

A deputada federal eleita Ana Elisa reconhece posts polêmicos, mas nega autoria de publicação sobre fechamento de.
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A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) negou, nesta sexta-feira, 9, ser a autora de uma postagem que defendia o fechamento de igrejas. A publicação foi compartilhada pelo deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) no dia 8. Apesar de rejeitar essa acusação, Ana Elisa admitiu ter escrito mensagens mais antigas que têm circulado nas redes sociais, criticadas por suposta intolerância religiosa.

Em comunicado, a equipe da deputada afirmou que a postagem divulgada por Nikolas é uma montagem e que ela tomará medidas legais acionando a Justiça Eleitoral e o Ministério Público. O texto da nota destaca: "Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta, e ela jamais defendeu o fechamento de igreja alguma". A equipe anunciou que solicitará uma perícia para validar a alegação de montagem.

Ana Elisa também expressou arrependimento por publicações anteriores, embora não tenha detalhado quais mensagens foram objeto de sua retratação. A assessoria ressaltou que a maioria dos textos foi redigida quando ela tinha 17 anos e que estão sendo tirados de contexto. "Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia", informou a nota.

Após a repercussão dos posts, a deputada decidiu desativar sua conta na plataforma X. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela revelou ter recebido ameaças de morte e violência sexual. "Nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro", relatou.

A equipe de Ana Elisa criticou o uso de publicações feitas durante a adolescência em disputas políticas, sublinhando que a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem a proteção da dignidade e da imagem de menores de idade. A deputada alega que a postagem atribuída a ela em outubro de 2022 foi falsificada, uma acusação que ainda aguarda comprovação pericial.

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