O senador Flávio Bolsonaro (PL) modificou nesta quarta-feira (28) uma carta em que havia se autodenominado "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Na versão editada, passou a se apresentar como "líder do Brasil" e reiterou que pretende liderar a oposição estando nos Estados Unidos.
No documento, Flávio contestou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alegou ter sido vítima de fraude eleitoral, sem apresentar provas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a eleição de Lula, que obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador.
A primeira publicação foi alterada cerca de 22 minutos depois. Além da mudança na forma como se apresentava, Flávio substituiu a frase "eu sou o presidente eleito" por "eu sou o líder" em outro trecho. O texto também menciona opositores venezuelanos, como Juan Guaidó, e agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, declarou que o partido não pode sustentar a acusação de fraude por falta de provas. Ele classificou a carta como um desabafo e afirmou que a versão publicada no perfil do senador, já com a expressão "líder do Brasil", é a definitiva. O PL reconheceu oficialmente o resultado proclamado pelo TSE, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o respeito à eleição e disse que era hora de olhar para a frente.
Flávio está nos Estados Unidos com a família. Ele deixou o Brasil após descumprir uma ordem do STF para entregar os passaportes e não viajar ao exterior; a decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro, que o senador nega.