A definição do próximo indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas já provoca divisão entre seus aliados. De um lado, há quem defenda a reapresentação do nome de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), que teve a indicação rejeitada pelo Senado. De outro, há aliados que consideram mais viável a escolha de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Entre os aliados com maior trânsito no Congresso, a avaliação é de que a indicação de Pacheco poderia melhorar a relação do Palácio do Planalto com os senadores e ampliar as chances de aprovação do nome escolhido. Já os defensores de Messias argumentam que Lula saiu politicamente fortalecido da reeleição, classificada por esse grupo como surpreendente. Na visão dessa ala, o presidente teria condições de insistir no nome do ministro da AGU, inclusive por uma questão de honra.
Outro argumento apresentado pelos que preferem Messias é a composição atual do Senado. A avaliação é de que o cenário a partir de fevereiro, com a chegada dos novos parlamentares, será menos à direita do que a próxima formação da Casa, o que poderia dificultar a aprovação de uma indicação. Por isso, a defesa seria aproveitar a atual composição para tentar viabilizar o nome do ministro da AGU.
Até o momento, Lula não anunciou sua decisão. Após a vitória eleitoral, o presidente se reuniu com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e com Hugo Motta (Republicanos-PB), que comanda a Câmara dos Deputados. A expectativa é de que o governo anuncie o escolhido nas próximas semanas.