Maringá vive o caos com 57 mil moradias sem luz

A Prefeitura de Maringá mobilizou uma força-tarefa para recuperar a cidade após o temporal acompanhado de fortes.

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A Prefeitura de Maringá mobilizou uma força-tarefa para recuperar a cidade após o temporal acompanhado de fortes ventos que atingiu o município na madrugada de segunda-feira, dia dois de novembro. O balanço divulgado nesta terça-feira, três, aponta 363 ocorrências de queda de árvores, mais de 600 famílias atendidas com lonas e 47 equipes municipais trabalhando na desobstrução de ruas e na recuperação da infraestrutura.

A falta de energia elétrica também está entre os principais problemas enfrentados pelos moradores. A Copel mobilizou mais de 450 profissionais para atuar em Maringá e informou que outras 40 equipes devem chegar à cidade nesta terça-feira para reforçar os trabalhos. A companhia prevê que o restabelecimento do serviço ocorra gradualmente, devido à quantidade de postes e estruturas danificadas.

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O impacto foi maior nas primeiras horas da manhã de segunda-feira: a Copel chegou a contabilizar 82,2 mil unidades consumidoras sem energia em Maringá, cerca de 34% do município, inclusive no Centro da cidade, entre eles na Avenida Tiradentes com Avenida Paraná.

No balanço divulgado na noite de segunda-feira, o número havia caído para 57,5 mil, depois que mais de 31 mil imóveis tiveram o fornecimento restabelecido. Os dados mostram a dimensão dos danos, mas não representam necessariamente a situação atual desta terça-feira.

A operação de recuperação envolve 47 equipes municipais, com a participação de mais de 200 voluntários. Também foram mobilizados profissionais das secretarias de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Mobilidade Urbana, Segurança Pública, Saúde e Assistência Social, além da Defesa Civil. Municípios da região, como Sarandi, Cascavel, Marialva, Paiçandu, Mandaguari, Paraíso do Norte, Apucarana, Campo Mourão e Paranacity, também enviaram apoio.

O trabalho é coordenado por meio de um sistema de comando de incidentes, que organiza as demandas e define as prioridades. Empresários também contribuíram com a cessão de máquinas e equipamentos para acelerar a retirada de árvores e a liberação das vias.

“Estamos mobilizando todos os esforços e trabalhando de forma integrada para recuperar a cidade o mais rápido possível. Nossa prioridade é desobstruir as vias, restabelecer os serviços e garantir que a população possa retomar sua rotina com segurança”, afirmou o prefeito Silvio Barros.

A Prefeitura informou que mais de 600 famílias já receberam lonas para proteger imóveis atingidos pelo temporal. A distribuição ocorre no quartel do Corpo de Bombeiros, onde os moradores também podem buscar orientações.

Segundo a Defesa Civil, até o balanço apresentado na coletiva não havia registro de pessoas desalojadas ou desabrigadas que precisassem de acolhimento. Espaços, no entanto, já foram preparados para eventual necessidade de abrigamento temporário.

Os hospitais continuam funcionando, com o auxílio de geradores nas unidades onde o fornecimento de energia ainda não foi normalizado. A recuperação da rede elétrica é considerada uma das prioridades da força-tarefa.

A administração municipal orienta a população a evitar deslocamentos, principalmente nas regiões mais atingidas, para não dificultar a circulação dos veículos de emergência e o trabalho das equipes. Como diversos semáforos foram danificados ou estão sem funcionamento por causa da falta de energia, motoristas devem reduzir a velocidade, respeitar a sinalização e redobrar a atenção nos cruzamentos.

Moradores que tenham árvores bloqueando o acesso às residências ou estejam impedidos de sair de casa devem registrar a ocorrência pelo telefone 156, pelo aplicativo ou pelo site da Prefeitura. As equipes também percorrem os bairros para identificar problemas que ainda não foram comunicados.

A Prefeitura orienta que doações e a participação de voluntários sejam organizadas somente após a divulgação de comunicados oficiais, para que o apoio seja direcionado às necessidades identificadas.

A Copel também alerta para que a população mantenha distância de fios caídos, postes danificados e demais estruturas da rede elétrica. Mesmo quando aparentemente desligados, os cabos podem estar energizados e provocar acidentes graves.

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Fonte:Paraná Jornal

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