O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De La Espriella, manifestou nesta terça-feira, 14, seu desejo de realizar a cerimônia de posse em um quartel militar, apesar da proibição imposta pelo atual presidente, Gustavo Petro. Em uma postagem nas redes sociais, Espriella solicitou ao Congresso da República autorização para que a cerimônia ocorra em uma guarnição no sul do país.
Espriella afirmou que sua posse será um momento de homenagem aos verdadeiros heróis da pátria, referindo-se aos soldados e policiais. Ele ressaltou que a cerimônia terá um caráter austero, enfatizando a necessidade de respeitar os recursos dos colombianos. O presidente eleito também mencionou que a decisão sobre o local da cerimônia caberá ao Congresso, pedindo que os parlamentares emitam um parecer jurídico a respeito.
O impasse em torno do local da posse teve início no último domingo, 12, quando Petro determinou que nenhuma instalação militar poderia sediar o evento, programado para 7 de agosto. O atual presidente sustentou que a Constituição colombiana exige que a posse do chefe de Estado ocorra perante o Congresso e lembrou que ele permanece como comandante supremo das Forças Armadas até a transmissão oficial do cargo.
Em resposta à posição de Petro, Espriella reafirmou seu respeito pela Constituição, destacando que a escolha do quartel é simbólica e busca reconhecer o papel das Forças Armadas no país. O novo presidente se comprometeu a seguir a decisão do Congresso sobre a realização da cerimônia.
A tensão política na Colômbia aumenta com a aproximação da posse de Espriella, que venceu as eleições presidenciais em junho e assumirá o governo em 7 de agosto. A questão sobre o local da cerimônia deverá ser uma das primeiras pautas a serem discutidas pelo novo Congresso, que inicia suas atividades em 20 de julho.
Petro, por sua vez, já manifestou publicamente que não reconhece o resultado das eleições e levantou suspeitas sobre a integridade do processo eleitoral, embora não tenha apresentado provas concretas para suas alegações.

