Acordo Comercial entre UE e Mercosul Inicia Fase de Implementação Após Longas Negociações

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul entra em vigor, zerando tarifas para 80% das.
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Foto: Foto: Reprodução

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, esperado há 26 anos, entrou em vigor nesta segunda-feira, 1º de maio de 2026, com a promessa de transformar o comércio entre os dois blocos. O decreto que oficializa a promulgação do acordo foi assinado pelo governo brasileiro no dia 28 de abril. Com isso, mais de 80% das exportações do Brasil para a Europa terão tarifas de importação zeradas, permitindo um acesso facilitado a um mercado que agrega mais de 700 milhões de consumidores.

A nova fase do acordo é vista como um marco nas relações comerciais entre a UE e o Mercosul, permitindo que os produtos brasileiros ganhem competitividade no cenário internacional. A assinatura do documento ocorreu em janeiro, em Assunção, no Paraguai, envolvendo representantes dos dois blocos. A implementação do acordo inicia-se de maneira provisória, conforme decisão da Comissão Europeia, enquanto o Parlamento Europeu encaminhou o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para análise de sua compatibilidade jurídica.

Estima-se que, no início da vigência do acordo, cerca de 93% dos quase 3 mil produtos que terão isenção imediata de tarifas sejam bens industriais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que o setor industrial será o principal beneficiado, com máquinas, equipamentos, alimentos e produtos químicos se destacando entre os itens que poderão ser exportados sem tarifas. Essa redução tarifária deverá impactar positivamente os preços finais, tornando os produtos brasileiros mais competitivos em relação a outros fornecedores internacionais.

Especificamente no setor de máquinas e equipamentos, a maioria dos itens exportáveis brasileiros deverá entrar na Europa sem tarifas. Isso inclui uma ampla gama de produtos, como compressores e bombas industriais. A liberalização do comércio, no entanto, não será imediata em todos os setores. Produtos considerados sensíveis terão uma redução gradual de tarifas, com prazos que variam entre 10 a 30 anos, dependendo do item e do bloco envolvido.

O cronograma estabelecido foi pensado para permitir uma adaptação das economias envolvidas, minimizando o impacto sobre setores que estão mais expostos à concorrência externa. Com a oficialização do acordo, começam os preparativos para a sua implementação prática, incluindo a definição de detalhes operacionais, como a distribuição das cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Entidades empresariais de ambos os blocos estarão atentas à execução do tratado, com o objetivo de orientar as empresas sobre as novas condições comerciais e maximizar os benefícios que essa nova fase do comércio trará para os países envolvidos.

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