Acusações dos EUA apontam para envolvimento da China em ataques cibernéticos

O Departamento de Justiça e o FBI dos EUA afirmaram que a China está por trás de.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, juntamente com o FBI, anunciou nesta quarta-feira, 26, que a China estaria patrocinando um esquema de ataques cibernéticos direcionados a várias agências do governo norte-americano. Durante a operação, as autoridades apreenderam dois domínios que, segundo a investigação, foram utilizados para realizar essas ações ilícitas.

Entre os órgãos afetados estão a Nasa, o Federal Reserve, o Departamento de Energia, o Departamento de Justiça, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde e o Senado. As investigações indicam que o grupo QTFY, supostamente vinculado à República Popular da China, teria criado e operado plataformas conhecidas como QScan e QTRouter, que foram desativadas no território dos EUA.

As autoridades afirmam que o funcionamento conjunto dessas plataformas permitia ocultar a origem chinesa dos ataques. De acordo com uma declaração juramentada apresentada no caso, hackers teriam utilizado essa rede em diversas partes do mundo desde 2018. Documentos judiciais citados pelo Departamento de Justiça também mencionam o Ministério da Segurança da China e o Exército chinês como clientes do grupo.

Em resposta às acusações, a China negou qualquer envolvimento. O porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, afirmou que os Estados Unidos estariam disseminando desinformação com motivações políticas, caracterizando a ação como uma tentativa de descreditar o país sob a justificativa de segurança cibernética. Lin também declarou que a China está preocupada com a segurança cibernética dos EUA.

Ele ainda destacou que os EUA são amplamente reconhecidos como o maior 'império de hackers' e 'império de espionagem' do mundo, referindo-se ao histórico questionável do país nesse campo e à existência de provas concretas para corroborar essa afirmação. As autoridades norte-americanas continuam a investigar as plataformas que, segundo afirmam, foram utilizadas para realizar ataques cibernéticos contra diversas entidades governamentais dos Estados Unidos.

PUBLICIDADE

Relacionadas: