Após a morte do líder supremo Ali Khamenei, no dia 28, um conselho provisório passou a governar o Irã. No dia 1º, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado jurista membro do novo Conselho de Liderança, que assumirá o comando do país até a escolha do próximo líder pela Assembleia de Peritos. Arafi, junto ao presidente Masoud Pezeshkian e ao chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejehei, compõem o triunvirato que assume o poder, destacando-se como o líder religioso do grupo em um regime teocrático como o iraniano.
Alireza Arafi, de 67 anos, é vice-presidente da Assembleia de Peritos e integra o Conselho dos Guardiões, além de comandar o sistema de seminários que coordena o ensino islâmico no Irã. Ele é considerado um aliado próximo de Khamenei e ganhou destaque em cargos-chave após a ascensão do líder em 1989. Arafi é visto como um possível sucessor por Khamenei.
Arafi possui domínio de árabe e inglês e demonstra interesse em tecnologia, incentivando a modernização das instituições religiosas e a utilização de inteligência artificial para fortalecer a mensagem do regime. Nos últimos anos, ampliou sua visibilidade ao participar de encontros com líderes globais e pronunciar-se sobre segurança nacional, apoiando a Guarda Revolucionária e o aumento das capacidades militares do Irã.
Nascido em 1959 em Meybod, Arafi iniciou seus estudos religiosos aos 11 anos em Qom. Tornou-se mujtahid e, aos 33 anos, passou a ser líder das orações de sexta-feira em Meybod. Apesar de sua trajetória consolidada, especialistas apontam que Arafi não construiu uma base política autônoma fora do ambiente clerical, o que pode impactar sua liderança durante a transição.

