Ajuda humanitária: ONU solicita US$ 300 milhões para vítimas de terremotos na Venezuela

A Organização das Nações Unidas fez um apelo para arrecadar US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,6.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, na quarta-feira, 8, um apelo internacional visando arrecadar US$ 300 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 1,6 bilhão. O montante será direcionado às operações de ajuda humanitária na Venezuela, com o objetivo de apoiar 1,3 milhão de pessoas que foram impactadas pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos em 24 de junho.

Durante uma visita oficial ao país, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU e coordenador de ajuda de emergência, Tom Fletcher, anunciou a solicitação. Ele destacou que o plano contempla ações emergenciais ao longo dos próximos seis meses, com foco nas necessidades mais prementes da população afetada.

Fletcher enfatizou que a ONU elaborou um cronograma para intensificar a assistência humanitária nas áreas devastadas. "Temos um plano claro", declarou. "Serão necessários US$ 296 milhões para atender às demandas socioeconômicas de 1,3 milhão de pessoas, em um prazo de seis meses. É um plano com prazos concretos."

O representante da ONU chegou à Venezuela no dia 7 de setembro e se reuniu com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Antes do encontro, ele visitou o Estado de La Guaira, a região mais impactada pelos tremores. A missão do subsecretário deve durar quatro dias e inclui reuniões com sobreviventes e equipes envolvidas nas operações de resgate.

De acordo com dados recentes das autoridades venezuelanas, os terremotos resultaram em 3,6 mil mortes e quase 17 mil feridos. O governo ainda não divulgou informações sobre o número de desaparecidos.

Em uma reunião virtual com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil Pinto, solicitou à comunidade internacional a liberação de ativos venezuelanos que estão congelados no exterior, com o intuito de financiar a reconstrução do país. "Queremos fazer um chamado a todos os países que ainda têm fundos bloqueados que pertencem à Venezuela para que iniciemos um plano de liberação destes fundos e possamos utilizá-los na recuperação", afirmou Gil Pinto.

PUBLICIDADE

Relacionadas: