Um incidente grave ocorreu na Romênia quando um drone de origem russa invadiu o espaço aéreo do país e atingiu um prédio residencial em Galati, cidade situada próxima à fronteira com a Ucrânia. O ataque resultou em dois feridos e provocou um incêndio no edifício. O Ministério da Defesa da Romênia confirmou que o drone foi rastreado por radar até a região sul da cidade antes de colidir com a estrutura.
Esse ataque se insere em uma série de bombardeios russos que têm como alvo civis e a infraestrutura da Ucrânia, especialmente nas áreas próximas ao rio que divide os dois países. Em resposta à ameaça, caças F-16 foram acionados e decolaram da Base Aérea de Fetesti para interceptar os drones que se aproximavam do espaço aéreo romeno.
Desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia em fevereiro de 2022, este foi o primeiro ataque de um drone estrangeiro que resultou em danos a uma construção residencial na Romênia, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental. O governo da Romênia classificou o episódio como uma "grave violação do Direito internacional" e anunciou que tomará medidas de resposta através de canais diplomáticos. Além disso, o país solicitou o reforço de sistemas antidrone à Otan.
Após o ataque, a Otan se manifestou, afirmando que ampliará suas defesas contra novas ameaças, incluindo drones. O secretário-geral da organização, Mark Rutte, destacou que a Rússia está agindo de forma imprudente, colocando em risco a segurança de todos os países aliados. Ele afirmou que a Otan está pronta para defender cada centímetro do território de seus membros e se comprometeu a aumentar a prontidão para enfrentar qualquer ameaça.
O presidente romeno, Nicusor Dan, em conjunto com o ministro das Relações Exteriores da França, convocou o embaixador russo para discutir os desdobramentos da situação, enfatizando que a Romênia não permitirá que a guerra na Ucrânia extrapole suas fronteiras. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também se comunicou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para abordar a situação.
Além disso, durante o fim de semana anterior ao ataque, a Ucrânia foi alvo de uma intensa ofensiva russa, que resultou em quatro mortes e diversas áreas de Kiev devastadas. Dentre os armamentos utilizados, estava o míssil hipersônico Oreshnik, que possui capacidade de atingir dez vezes a velocidade do som e pode carregar ogivas nucleares, conforme informações provenientes de Moscou. Este aumento na hostilidade se deu após a Rússia acusar a Ucrânia de bombardear uma escola na região de Lugansk, sob controle russo, que teria causado 21 mortes. O presidente Vladimir Putin ordenou uma resposta militar a esse episódio, intensificando a tensão na região.

