Na madrugada deste sábado, 1º, a capital da Ucrânia, Kiev, foi atingida por uma série de ataques aéreos russos que resultaram na morte de ao menos dez pessoas. As defesas antiaéreas conseguiram interceptar dois dos 35 mísseis disparados, mas a alta contagem de vítimas reflete a eficácia limitada das medidas de proteção.
Além dos ataques em Kiev, no Mar Negro, as forças ucranianas realizaram operações que culminaram no afundamento de um navio de contêineres da Fesco, uma subsidiária da estatal russa Rosatom. Este aumento nas hostilidades entre os dois países é visível, especialmente após a mudança na estratégia de Moscou em julho, que se intensificou com a resposta ucraniana às infraestruturas petrolíferas russas.
Dados apontam que, em julho, a Rússia lançou 376 mísseis, sendo 126 balísticos, um número significativamente maior em comparação aos cerca de 200 mísseis balísticos lançados durante todo o ano de 2024. No ataque mais recente, os russos utilizaram 27 mísseis balísticos, quatro hipersônicos, dois de cruzeiro, dois antirradar e 185 drones. Entretanto, a Ucrânia conseguiu derrubar 154 drones e um míssil Iskander-M, além de um Kh-69.
O primeiro-ministro ucraniano, Volodimir Zelensky, enfatizou a necessidade urgente de mais mísseis para os sistemas Patriot, solicitando apoio dos Estados Unidos. Em uma postagem na rede X, ele destacou que a falta de interceptores está facilitando os ataques russos, afirmando que cada dia sem esses recursos resulta em mais vítimas. "Apenas um míssil balístico foi interceptado, simplesmente porque não há interceptores para os sistemas Patriot", afirmou Zelensky.
Informações do Instituto Kiel indicam que a Ucrânia recebeu dez baterias Patriot, sendo cinco delas fornecidas pela Alemanha, mas pelo menos duas já foram destruídas durante o conflito. Zelensky também comemorou o sucesso do ataque ao navio no Mar Negro, que transportava até 100 mil toneladas em contêineres, embora não tenha mencionado a Rosatom. A estatal russa, por sua vez, declarou que a embarcação transportava materiais de construção e alimentos congelados, assegurando que não havia carga radioativa a bordo e que os 17 tripulantes foram resgatados sem ferimentos.
Além disso, os bombardeios russos também atingiram os portos de Odessa e Mikolaiv, comprometendo instalações portuárias e causando danos a pelo menos um rebocador. A escalada dos ataques reflete a continuidade do conflito e a complexidade da situação na região do Mar Negro.

