O Athletico se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil após empatar em 0 a 0 com o Atlético-GO em Goiânia, repetindo o resultado do primeiro confronto, realizado em Curitiba. A partida, marcada por um desempenho técnico abaixo das expectativas, evidenciou as limitações de ambas as equipes. A vitória nos pênaltis foi garantida graças a defesas decisivas do goleiro Santos.
A atuação do time atleticano, no entanto, não pode ser atribuída à estratégia do técnico Odair Hellmann, que escalou o elenco de acordo com os padrões e limites atuais impostos pela diretoria. O Athletico apresenta um elenco carente de opções em termos de qualidade, especialmente no meio de campo, que se mostrou incapaz de criar jogadas e proteger a defesa, deixando os atacantes Mendoza e Viveros isolados em diversas ocasiões.
A situação do meio de campo do Athletico exige atenção. Embora Luiz Gustavo e Jadson sejam jogadores experientes, ambos enfrentam dificuldades devido à idade. Por outro lado, Felipinho se destaca apenas pela dedicação, enquanto Portilla não conseguiu apresentar um desempenho satisfatório na criação de jogadas. Jovens como João Cruz e Dudu têm potencial, mas ainda não são capazes de resolver os problemas do setor sozinhos. O mesmo se aplica a Zapelli, que não tem se mostrado à altura das exigências de um clube que ambiciona conquistas.
Apesar da apresentação modesta em Goiânia, a torcida do Athletico continua otimista. A classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil foi celebrada pelos torcedores, que agora aguardam ansiosos o confronto contra o Flamengo na Arena da Baixada. O time carioca, que possui um elenco robusto, enfrentou dificuldades nesta temporada, tendo sido eliminado da Copa do Brasil Pelo Vitória na Bahia.
Na defesa, o treinador Odair Hellmann fez ajustes que melhoraram a performance do setor, contando com a eficiência dos alas Benavídez e Esquivel. Se o meio de campo tivesse jogadores de maior qualidade técnica, seria possível criar mais oportunidades para os atacantes, que continuam a buscar alternativas para se destacar durante os jogos. O desafio agora é encontrar soluções para as deficiências que afetam o desempenho da equipe e garantir um futuro competitivo na competição.