A venda de atletas, que historicamente representou uma das principais fontes de receita do Athletico, apresentou uma queda acentuada em 2025. O rebaixamento para a Série B, que ocorreu no ano do centenário do clube, impactou diretamente as negociações, resultando em um déficit de R$ 58,1 milhões.
No balanço financeiro referente a 2023, o Athletico obteve uma receita de R$ 241 milhões com a venda de jogadores. Em 2024, esse valor foi ainda maior, alcançando R$ 272,2 milhões, impulsionado pelas vendas do goleiro Bento para o Al-Nassr e do atacante Vitor Roque para o Barcelona.
No entanto, em 2025, a receita com vendas caiu para R$ 180,6 milhões, o que representa uma diminuição de 33,64% em comparação ao ano anterior. O maior negócio realizado foi a transferência do atacante Agustín Canobbio ao Fluminense, que rendeu R$ 38,9 milhões ao clube. Em seguida, destacam-se as vendas de Rômulo Cardoso, que foi para o Goztepe, da Turquia, por R$ 33,3 milhões, e do argentino Tomás Cuello, que se transferiu para o Atlético-MG por R$ 27,9 milhões.
Entre os jogadores que ainda geraram receitas, está Rony, atualmente no Santos, que deixou o Furacão em 2020, e cuja venda parcelada resultou em mais R$ 10,7 milhões para o clube. O volante Erick, que saiu após o rebaixamento em 2024, foi vendido ao Bahia por R$ 30,2 milhões, gerando também um recebimento de R$ 203 mil no ano passado.
O balanço de 2025 inclui também valores recebidos por outros atletas, como Léo Linck, que se tornou um dos credores da SAF do Botafogo, e os laterais Léo Godoy e Kauã Moraes, este último envolvido em uma relação complicada entre a diretoria do Athletico e o Cruzeiro.
A situação financeira do clube, refletida nas vendas de jogadores, demonstra as dificuldades enfrentadas após o rebaixamento, evidenciando a necessidade de uma reestruturação para recuperar a competitividade no mercado de transferências nos próximos anos.

