Nos últimos anos, ao menos 10 pesquisadores ligados a áreas nucleares e aeroespaciais nos Estados Unidos foram vítimas de mortes ou desaparecimentos, o que gerou uma onda de preocupação em Washington. O FBI está à frente das investigações, buscando identificar possíveis relações entre os incidentes. O Congresso e a Casa Branca estão tratando o assunto como uma questão prioritária de segurança nacional.
Na última segunda-feira, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que é controlado por republicanos, anunciou que irá conduzir uma investigação própria sobre os casos. Em um comunicado oficial, o comitê levantou hipóteses sobre uma possível conexão sinistra entre as mortes e os desaparecimentos, e solicitou esclarecimentos ao FBI, ao Departamento de Defesa, ao Departamento de Energia e à Nasa.
James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, expressou sua preocupação ao afirmar que “é muito improvável que isso seja apenas uma coincidência” e enfatizou que o Congresso considera o assunto uma ameaça à segurança nacional. O Departamento de Defesa informou que responderá diretamente ao comitê, enquanto o Departamento de Energia direcionou as perguntas à Casa Branca. A Nasa, por sua vez, declarou que está colaborando com as agências relevantes e que, até o momento, não há indícios de que a situação represente uma ameaça à segurança nacional.
A Casa Branca também confirmou que está trabalhando em conjunto com as agências federais para investigar os possíveis vínculos entre os casos. O presidente Donald Trump qualificou o assunto como “algo muito sério”. O FBI, por sua parte, reafirmou que está liderando a busca por conexões envolvendo os cientistas desaparecidos e mortos, e que a investigação avança em colaboração com diversas agências.
Além dos desaparecimentos, assassinatos de cientistas renomados têm intensificado as especulações sobre a segurança da comunidade científica. Um caso que chamou atenção foi o do professor Nuno F.G. Loureiro, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que foi assassinado em dezembro de 2025 em sua residência, próximo a Boston. O crime também resultou na morte de dois estudantes na Universidade Brown, onde Loureiro, de 47 anos, atuava como pesquisador em fusão nuclear.
Outro caso alarmante envolveu o astrofísico Carl Grillmair, de 67 anos, que foi morto a tiros em sua casa, em fevereiro, nos arredores de Los Angeles. As autoridades prenderam um suspeito que, segundo a polícia, não tinha ligação com a vítima. Grillmair era colaborador da Nasa e trabalhava no Instituto de Tecnologia da Califórnia.

