Banco de Brasília realiza assembleia para aprovação de aumento de capital

O Banco de Brasília (BRB) convocou assembleia extraordinária para deliberar sobre um aumento de capital de até.
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Foto: Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) deu início à assembleia geral extraordinária de acionistas, cuja pauta principal é a aprovação de um aumento de capital que pode chegar a até R$ 8,8 bilhões. A proposta envolve a emissão de até 1 bilhão de ações ordinárias e 561 milhões de ações preferenciais, com uma subscrição mínima estipulada em R$ 536 milhões.

Atualmente, o capital social do BRB é de R$ 2,344 bilhões e, no cenário mais conservador, pode ser elevado para R$ 2,88 bilhões. Em uma perspectiva mais otimista, o capital pode alcançar R$ 11,161 bilhões. A oferta será realizada por meio de uma subscrição privada, restrita aos acionistas que já fazem parte da base do banco.

Os recursos obtidos com essa operação têm como finalidade o fortalecimento do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da instituição, visando manter os índices de capitalização regulamentares e o enquadramento prudencial. O BRB também aguarda um aporte do governo do Distrito Federal, que é o controlador do banco. O presidente Nelson de Souza declarou que a capitalização deverá ser finalizada até o dia 30 de maio, respeitando o prazo de 180 dias estabelecido pelo Banco Central, que se encerra em 5 de agosto.

Essa movimentação ocorre em conjunto com um acordo recente firmado com a Quadra Capital, anunciado no dia 20 de abril, para a transferência de ativos do Banco Master, avaliados em R$ 15 bilhões, para um Fundo de Investimento. Com essa iniciativa, o BRB visa aumentar sua liquidez, tendo em vista que a instituição tem vendido carteiras de crédito. O acordo prevê um pagamento inicial que varia entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, além de uma segunda parcela, que pode oscilar entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, composta por cotas do fundo e pela monetização dos ativos. O valor final dependerá do aporte do governo do DF.

A operação também inclui a criação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) destinado a absorver ativos provenientes do Banco Master, como ações da Oncoclínicas e da Ambipar, além de carteiras do Credcesta. Embora a operação se concentre na liquidez, não é necessária a aprovação do Banco Central, que acompanha o processo e pode se manifestar se necessário.

O BRB enfatiza que o acordo tem como objetivo a alienação dos ativos para fortalecer sua estrutura de capital e liquidez, além de aprimorar a gestão do portfólio. Essa transação é considerada uma etapa importante no processo de readequação do banco.

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