O Itaú tomou a decisão de encerrar todas as contas da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, assim como das pessoas próximas a ela e de suas empresas, em decorrência de uma série de movimentações financeiras que levantaram suspeitas. O banco classificou a situação como um "ecossistema de movimentações suspeitas", levando a um monitoramento intensificado das contas. A medida foi implementada em janeiro de 2024, após a realização de análises internas que revelaram operações fora dos padrões esperados.
Deolane Bezerra foi presa em 21 de dezembro de 2023, durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A investigação está relacionada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dos episódios destacados pela apuração foi uma tentativa de saque de R$ 1 milhão em dinheiro, realizada pela irmã de Deolane, Dayanne Bezerra Santos, em novembro de 2023. O banco impediu a operação, o que levou a um aumento no monitoramento das contas ligadas à influenciadora.
A investigação revelou que operações semelhantes eram frequentes nas contas associadas a Deolane. Como resultado, o Itaú decidiu encerrar unilateralmente os vínculos bancários até janeiro de 2026. Deolane recorreu à Justiça para contestar a decisão, mas a primeira instância deu parecer favorável ao banco, afirmando que existiam "causas concretas" que justificavam o encerramento das contas.
Em nota, o Itaú informou que não comenta casos específicos em razão do sigilo bancário, mas reafirmou a adoção de controles rigorosos para prevenção à lavagem de dinheiro. A Defesa de Deolane, por sua vez, não se manifestou sobre os questionamentos feitos pela imprensa.
Em resposta à prisão, os advogados de Deolane divulgaram uma nota em redes sociais, na qual afirmaram a inocência da influenciadora nas acusações e classificaram a prisão preventiva como "desproporcional". A defesa garantiu que continuará colaborando com as investigações e sustentou que as atividades de Deolane são legítimas.
A prisão ocorreu no contexto da Operação Vérnix, que foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em colaboração com o Ministério Público. As investigações tiveram início após a apreensão de bilhetes em uma penitenciária em Presidente Venceslau (SP), que mencionavam uma "mulher da transportadora" que supostamente auxiliava membros da facção criminosa.

