A Deputada Federal Bia Kicis (PL-DF) manifestou-se nesta sexta-feira (15) em relação a uma representação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Tábata Amaral (PSB-SP) e o Deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ). A parlamentar negou a destinação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção de Dark Horse, um filme que retrata a trajetória política do ex-Presidente Jair Bolsonaro.
A representação apresentada por Tábata e Pastor Henrique levanta suspeitas sobre irregularidades na alocação de emendas a entidades e empresas associadas à produtora Karina Ferreira da Gama. Os parlamentares também mencionaram a possibilidade de fragmentação nos repasses, o que dificultaria a rastreabilidade dos recursos públicos.
Em resposta, Bia Kicis expressou surpresa com a ação e acusou os autores de associar seu nome a informações não verídicas. "A Deputada Federal Bia Kicis recebe com estranhamento a representação ao Supremo de autoria da Deputada Federal Tábata Amaral e do Deputado Pastor Henrique Vieira, que falsamente atribui à esta parlamentar a destinação de emendas para a empresa Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura para a produção de filme ou qualquer conteúdo audiovisual relacionado à vida do Presidente Jair Bolsonaro", afirmou em nota.
A deputada destacou que a única emenda destinada à área audiovisual por seu gabinete foi no valor de R$ 150.000,00, voltada para um projeto de caráter cultural e educativo. De acordo com Kicis, os recursos seriam aplicados na produção de episódios como “Portugal: Luz para o Brasil”, “José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil” e “Dom Pedro I: o Libertador”, com foco educacional e potencial de geração de empregos.
Kicis também enfatizou que o valor da emenda ainda não foi pago, afirmando que não existe execução financeira vinculada a ela. "Ressalte-se, ainda, que o valor indicado sequer foi pago até o presente momento, inexistindo, portanto, qualquer execução financeira vinculada à referida emenda", declarou a parlamentar.
Além disso, a deputada criticou as tentativas de associar a emenda a propósitos diferentes daqueles que foram inicialmente aprovados, sustentando que os recursos foram alocados com base em critérios administrativos e legais.

