Brasil envia ajuda humanitária à Venezuela após terremotos

O governo brasileiro despachou seis toneladas de insumos médicos para a Venezuela, incluindo vacinas, após a confirmação.
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Neste sábado, 4, o Brasil enviou uma carga de seis toneladas de suprimentos médicos e ajuda humanitária para a Venezuela. A operação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e teve seu início no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com decolagem programada para às 18h.

A urgência do envio de ajuda se intensificou após atualizações sobre a situação crítica no território venezuelano, onde o regime de Nicolás Maduro confirmou que 2.954 pessoas perderam a vida e 16.592 ficaram feridas em consequência de tremores de terra. Além disso, relatos indicam que 16.309 pessoas se tornaram desabrigadas e 6.462 conseguiram ser resgatadas com vida dos escombros.

A remessa inclui vacinas e equipamentos essenciais para um hospital de campanha na Venezuela. O Ministério da Saúde, em parceria com o laboratório Eurofarma, disponibilizou medicamentos para a ajuda emergencial. O avião transporta 250 mil doses de vacina antirrábica canina e 100 mil ampolas contra a febre amarela, com o intuito de prevenir surtos de doenças na região afetada.

Além dos suprimentos médicos, a Marinha do Brasil enviou 17 caixas contendo aparelhos e kits de análise laboratorial, que darão apoio ao hospital de campanha montado pelas forças armadas venezuelanas em La Guaira, local que sofreu consideráveis danos devido ao abalo sísmico.

Os tremores de terra, registrados em 24 de junho, tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 graus, e foram seguidos por pelo menos 20 réplicas, o que tem dificultado as operações de resgate. As constantes réplicas têm gerado preocupação entre a população e complicam o trabalho do Corpo de Bombeiros, além de causar o desabamento de estruturas já comprometidas.

Diante do colapso dos hospitais locais, o governo venezuelano abriu suas fronteiras para receber apoio técnico internacional. Países como Estados Unidos, China, México e Reino Unido também estão enviando equipes de resgate, equipamentos pesados para remoção de entulhos, alimentos e medicamentos controlados para auxiliar na resposta à crise.

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