Brasil registra mais de 2 milhões de imigrantes de diversas nacionalidades

Com 680 mil venezuelanos, o Brasil se destaca na acolhida de imigrantes de diferentes nacionalidades, segundo o.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
Foto: relogio

O Brasil acolhe atualmente mais de 2 milhões de imigrantes, incluindo residentes, temporários, refugiados e solicitantes de reconhecimento de refúgio, provenientes de 200 nacionalidades distintas. Entre os grupos mais representativos, estão os venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos. Em 2026, a estimativa é que cerca de 680 mil venezuelanos residam no país, com uma significativa participação de mulheres e crianças na faixa etária de 0 a 14 anos.

As informações foram divulgadas no 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), intitulado "Política Migratória no Brasil: evidências para gestão de fluxos e políticas setoriais". O documento, apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em Brasília, oferece várias recomendações visando à integração efetiva desses grupos na sociedade brasileira.

O relatório busca subsidiar a nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), instituída no final de 2025, que revogou a Lei de Migração de 2017. As análises contidas no documento abordam a evolução dos fluxos migratórios, os pontos de entrada no Brasil, e a composição demográfica por sexo e idade, além da distribuição geográfica nas diversas unidades da federação e as estratégias de regularização dos imigrantes.

Outros eixos analisados incluem a condição de migrantes, refugiados e apátridas em relação ao trabalho, à educação, à proteção social e à governança local. O atual representante da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, destacou a importância de dados públicos atualizados para enfrentar os desafios regionais e globais relacionados ao tema.

O relatório salienta que a melhoria no atendimento a migrantes deve ser uma prioridade, especialmente nos municípios onde eles residem. Para isso, propõe uma colaboração técnica e financeira mais estruturada entre as esferas federal, estadual e municipal, com o intuito de estabelecer serviços permanentes que atendam de maneira justa a população migrante e refugiada em todo o país.

Além disso, o documento recomenda a ampliação das políticas de acolhimento e interiorização de migrantes para além do estado de Roraima, que serve como principal ponto de entrada para aqueles que vêm da Venezuela. O fortalecimento da Política Migratória nacional, especialmente no que se refere à integração, depende da colaboração entre os níveis de governo e da criação de mecanismos que garantam a equidade no acesso a direitos para migrantes e refugiados no Brasil.

PUBLICIDADE

Relacionadas: