Brasil se aproxima de recorde na dívida pública bruta entre países do G20

O Brasil deverá encerrar o terceiro mandato de Lula com a segunda maior alta da dívida pública.
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A dívida pública brasileira deve alcançar um novo recorde ao final do terceiro mandato de Lula (PT), com a segunda maior alta da dívida pública bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre as nações do G20. De acordo com um levantamento realizado pelo Farol da Oposição, vinculado ao Instituto Teotônio Vilela, e baseado em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), somente a China apresentará um crescimento mais acentuado no mesmo período.

As previsões indicam que a dívida bruta do Brasil, que era de 83,9% do PIB em 2022, deve subir para 96,5% até o fim de 2026, resultando em um aumento de 12,6 pontos percentuais. Em contrapartida, a China deve registrar um crescimento de 29,6 pontos percentuais, evidenciando um cenário preocupante para a economia brasileira.

No comparativo com outros países emergentes, como África do Sul, México e Argentina, o Brasil apresenta um desempenho inferior, com taxas de crescimento da dívida pública mais elevadas. Essa situação, caso se concretize, levará o endividamento do país ao maior nível desde a crise fiscal que ocorreu durante os governos de Dilma Rousseff (PT), quando a dívida bruta aumentou de 61,6% para 77,4% do PIB entre 2015 e 2016, em meio a uma recessão econômica.

Além disso, as projeções do FMI sugerem que a tendência de alta da dívida continuará nos anos subsequentes. A expectativa é de que a dívida brasileira passe de 96,5% para 105,5% do PIB nos quatro anos seguintes, resultando em um acréscimo de 9 pontos percentuais. Esse crescimento acentuado gera preocupações sobre a sustentabilidade fiscal do país.

As estimativas do FMI divergem das projeções do Tesouro Nacional e do Banco Central, que utilizam metodologias distintas para calcular a dívida pública. De acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a dívida passaria de 71,7% do PIB em 2022 para 83,6% do PIB ao final de 2026, o que representa um aumento de 11,9 pontos percentuais.

O Banco Central adota uma abordagem que exclui alguns ativos e passivos específicos, enquanto o Tesouro Nacional contabiliza apenas a dívida pública federal, que constitui uma parte do endividamento total do setor público.

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