Brasil solicita retorno do embaixador argentino em meio a crise diplomática

O governo brasileiro pediu o retorno do embaixador da Argentina em meio a tensões provocadas por declarações.
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O governo argentino informou que, nesta terça-feira (4), o Brasil solicitou o retorno do embaixador argentino em Buenos Aires. A decisão ocorre em um contexto de crise diplomática, desencadeada por declarações do presidente Javier Milei, que criticou abertamente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de solicitar o retorno do embaixador Guillermo Raimondi, o Brasil comunicou que reduzirá o nível de representação diplomática bilateral ao de Encarregados de Negócios. A Chancelaria argentina divulgou a informação por meio de suas redes sociais.

A tensão entre os dois países se intensificou após Milei realizar ataques frequentes a Lula, referindo-se a ele como “ladrão” e “corrupto”. De acordo com o comunicado da Chancelaria, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, convocou Raimondi para informar sobre a decisão de rebaixar a representação diplomática e solicitar seu retorno à Argentina.

A resposta do governo argentino lamentou a decisão do Brasil, ressaltando que o país se isola da região por motivos ideológicos. A Chancelaria argentina também mencionou episódios anteriores de trocas políticas entre os líderes dos dois países, enfatizando que, até então, não haviam transformado essas divergências em incidentes diplomáticos.

O conflito teve início quando Milei participou da oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo, há dez dias. Durante o evento, Milei acusou o governo brasileiro de interferência política em assuntos argentinos e fez críticas diretas a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de forma velada.

Na sequência, o Brasil convocou seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para discutir as ofensas proferidas por Milei e, posteriormente, chamou o embaixador argentino para pedir explicações. Apesar das tensões, o chanceler Pablo Quirno afirmou que não há possibilidade de ruptura nas relações diplomáticas entre os países.

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