BRB enfrenta crise de liquidez e vende carteiras de crédito em busca de capital

O Banco Regional de Brasília (BRB) se aproxima de uma situação crítica de liquidez, tendo vendido cerca.
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Foto: Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco Regional de Brasília (BRB) está enfrentando uma grave crise de liquidez, chegando perto de não conseguir honrar seus compromissos financeiros. A situação se agravou nos últimos meses, com o risco de insolvência se tornando mais evidente, especialmente na última sexta-feira, 10 de abril. Para contornar essa dificuldade, o banco decidiu vender um lote de carteiras de crédito, totalizando aproximadamente R$ 10 bilhões, embora ainda tenha cerca de R$ 60 bilhões em empréstimos pendentes.

As opções do BRB para melhorar sua liquidez estão se esgotando rapidamente. O banco se depara com a limitação de não ter carteiras suficientemente atrativas para uma venda rápida. Além disso, uma parte significativa dos créditos está vinculada a ativos imobiliários ou fundos de participação dos estados, impossibilitando sua transferência. A capacidade de captar novos empréstimos ou depósitos também tem se mostrado ineficaz.

Executivos do BRB estimam que ainda há cerca de R$ 10 bilhões em créditos que podem ser repassados ao mercado em um curto espaço de tempo. No entanto, a previsão é de que a margem para essas operações se esgote em breve, exigindo uma solução imediata. O banco precisa ser cauteloso, já que a venda excessiva de carteiras pode comprometer suas receitas futuras, tornando-se um ciclo vicioso que agrava a situação financeira.

Em nota oficial, o BRB informou que está focado na finalização de um processo de capitalização, com prazo até 29 de maio para a integralização dos recursos necessários. Apesar da crise, o banco declarou que continua sólido, com liquidez e operando de maneira normal. Contudo, essa falta de liquidez pode levar à intervenção do Banco Central, que instauraria o Regime de Administração Especial Temporária (RAET), suspendendo pagamentos para renegociação de dívidas.

Atualmente, o BRB não publica suas demonstrações financeiras há nove meses e, desde 31 de março, enfrenta uma multa diária de R$ 30 mil por não ter divulgado o balanço de 2025. Em uma reunião com o Banco Central no final de março, o banco se comprometeu a resolver essas pendências até o final de maio.

No início de abril, o banco fez um pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, mas ainda não apresentou a documentação necessária para a análise do crédito. Além disso, o BRB está em negociações para a venda de ativos recebidos do Banco Master como compensação por R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas. A avaliação feita pelo Banco Master sobre esses ativos é de R$ 21 bilhões, mas a única proposta recebida até o momento é de R$ 4 bilhões, que enfrenta resistência por parte da diretoria do BRB.

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