As eleições realizadas no último domingo, 4, resultaram na escolha de 183 novos deputados para a Câmara dos Deputados, o que representa uma taxa de renovação de 35,67% das 513 cadeiras da Casa Legislativa. Os novos parlamentares formarão a 58ª Legislatura, com mandato que se estenderá de 1º de fevereiro de 2027 a 31 de janeiro de 2031.
Além dos novos eleitos, 301 deputados foram reeleitos, correspondendo a 58,6% dos titulares eleitos em 2022 ou de suplentes que assumiram definitivamente durante a atual legislatura. Outras 29 cadeiras retornarão a ex-deputados de legislaturas anteriores. A taxa de renovação deste ano foi inferior à de 2022, quando 39,3% das cadeiras foram ocupadas por deputados que não haviam exercido mandato anteriormente.
Em termos de representação feminina, a nova legislatura terá a maior bancada feminina da história da Câmara, com 108 mulheres eleitas, um aumento significativo de 17 em relação às 91 eleitas em 2022, resultando em um crescimento de 18,68%. No que diz respeito à diversidade étnica, 135 deputados se autodeclararam pretos ou pardos, ocupando 26,3% das cadeiras, uma leve diminuição em relação aos 139 do pleito anterior, que representa uma queda de 2,9%.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 10.206 candidaturas de pessoas pretas ou pardas para todos os cargos disputados em 2026, o que equivale a 49,64% do total de candidaturas. Para a próxima legislatura, três deputados se autodeclararam indígenas: Paulo Guedes (PT-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (Psol-SP). Em 2022, cinco indígenas haviam sido eleitos, enquanto neste ano, 73 candidaturas indígenas foram registradas à Câmara.
O Partido Liberal (PL) conquistou 121 cadeiras e formará a maior bancada na próxima legislatura, aumentando em 24 o número de deputados em relação à eleição anterior. A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, ocupará 88 cadeiras, e a Federação União Progressista, formada por União e PP, terá 87. A distribuição das cadeiras entre os partidos ficou assim:
PL: 121;
Federação Brasil da Esperança: 88;
Federação União Progressista: 87;
PSD: 43;
Republicanos: 41;
MDB: 36;
Pode: 27;
PSB: 15;
Federação Psol/Rede: 15;
PSDB/Cidadania: 11;
Novo: 10;
PRD/Solidariedade: 7;
PDT: 6;
Avante: 5;
Missão: 1.
A eleição também registrou um feito inédito: Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil, alcançando mais de 3,11 milhões de votos, superando seu próprio recorde de 2022, quando recebeu cerca de 1,47 milhão de votos. Lucas Pavanato (PL-SP) ficou em segundo lugar, com 3.038.438 votos, enquanto Erika Hilton (Psol-SP) foi reeleita com 1.596.472 votos, ocupando a terceira posição no total geral apresentado pela Câmara.