A Campanha da Fraternidade em 2026, tema da CNBB, coloca em discussão a falta de moradias dignas no Brasil. Romanelli salientou que o problema não se resume à falta de debates, mas exige soluções concretas, especialmente para famílias de baixa renda. Ele reconheceu o trabalho da Pastoral da Moradia em chamar atenção para essa realidade, que, segundo dados, atingiu mais de 26 milhões de domicílios sem condições básicas de habitabilidade.
Moradia digna foi descrita como direito fundamental, não privilégio, pelo deputado. Ele citou sua experiência em duas gestões como secretário de Habitação e presidente da Cohapar para reforçar a relevância da casa própria como base para a estabilidade familiar. A ausência de teto adequado agrava a situação de vulnerabilidade social, especialmente entre os mais pobres, destacou.
O Paraná avança com programas como o Casa Fácil, que desde 2019 já atendeu 130 mil famílias e movimentou mais de R$ 23,9 bilhões na construção civil. O programa dispõe de subsídios, como o Valor de Entrada, que oferece até R$ 20 mil de desconto para financiamentos da Caixa, além de reduções específicas para idosos entre 60 e 70 anos, como R$ 80 mil de desconto e financiamento com prazo menor.
Ações como o Viver Mais também direcionam soluções para idosos, com condomínios adaptados em modelo de aluguel social. Até dezembro, foram aprovados benefícios para 274 idosos, com aporte de mais de R$ 21,9 milhões pelo Estado diretamente em financiamentos.

