A diplomata Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, se destaca como uma das principais candidatas à posição de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em sua trajetória, Rodrigues-Birkett fez declarações que geraram polêmica, incluindo acusações de genocídio contra Israel em relação aos palestinos e elogios a Fidel Castro.
Em consultas informais realizadas em agosto, Rodrigues-Birkett superou outros concorrentes, como a costarriquenha Rebeca Grynspan, atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, e o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Essas consultas indicam sua posição de destaque na corrida para a liderança da ONU.
As declarações da diplomata foram mencionadas em um editorial do jornal norte-americano Wall Street Journal. Rodrigues-Birkett criticou Israel em discursos no Conselho de Segurança da ONU, questionando quantas mortes seriam necessárias para que o órgão tomasse medidas para interromper o que ela chamou de genocídio dos palestinos. A diplomata também afirmou que o conflito em questão não teve início em 7 de outubro de 2023, mas remonta a 1948, quando Israel teria rejeitado a solução de dois Estados.
Além das críticas a Israel, Rodrigues-Birkett, em um pronunciamento anterior na mesma instância, descreveu a atuação israelense como uma expressão de colonialismo e associou essa postura a ideologias de superioridade racial e religiosa.
No que diz respeito a Fidel Castro, em janeiro de 2013, enquanto era ministra das Relações Exteriores da Guiana, Rodrigues-Birkett fez uma moção em homenagem ao líder cubano. Na ocasião, ela o caracterizou como “visionário, determinado e revolucionário”, expressando seu desejo de que ele e seu irmão, Raúl Castro, tivessem “vida longa e boa saúde”.
As opiniões controversas de Rodrigues-Birkett levantam questões sobre sua candidatura à ONU, especialmente em um contexto global onde o papel da organização é frequentemente debatido em relação a conflitos internacionais e direitos humanos. As próximas etapas da disputa pela liderança da ONU poderão revelar mais sobre a viabilidade da diplomata à frente do organismo internacional.