No dia 29, quatro candidatos à Presidência do Brasil estrearam no horário eleitoral gratuito de rádio, que foi transmitido entre 7h e 7h12. Durante esse período, os programas apresentaram os perfis dos candidatos, suas propostas de governo e ataques direcionados aos adversários.
A ordem de apresentação foi definida por sorteio realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tempo disponível para cada candidato foi calculado com base no tamanho das bancadas partidárias no Congresso e os critérios estabelecidos pela cláusula de desempenho.
Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente, teve o maior tempo de exposição, com 5 minutos e 31 segundos. Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, ficou com 4 minutos e 20 segundos. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, representante do União Brasil, teve 2 minutos e 2 segundos, enquanto Augusto Cury, do PMB, teve apenas 35 segundos.
Renan Santos, do partido Missão, e Romeu Zema, do Novo, não conseguiram cumprir as exigências legais e, por isso, não tiveram tempo de propaganda.
Durante sua apresentação, Lula enfatizou a continuidade de sua gestão e relembrou sua trajetória política, além de destacar ações voltadas para a população vulnerável, como a criação de universidades federais e investimentos na educação, além da redução do desemprego e da fome. Ao final de seu programa, também atacou Flávio Bolsonaro, utilizando um áudio relacionado a um pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro e criticando o histórico do senador.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, adotou um formato de bate-papo em uma emissora fictícia chamada "Rádio 22". Ele apresentou seu perfil, defendeu o papel das mulheres na sociedade e discutiu questões como o custo de vida e a insegurança no Brasil, sem atacar diretamente Lula.