A polícia neozelandesa abriu uma investigação contra Ryan Mendes, atacante e capitão da seleção de Cabo Verde, após uma denúncia de estupro apresentada por uma brasileira. O incidente teria ocorrido em março, durante a estadia da equipe cabo-verdiana em um hotel em Auckland, onde participavam do Fifa Series.
A brasileira, que reside na Nova Zelândia com visto de trabalho, foi contratada pela Federação Neozelandesa de Futebol para atuar como intérprete e apoio operacional da delegação de Cabo Verde. Após o primeiro jogo da seleção contra o Chile, ela foi chamada para uma sala reservada no hotel, acreditando que se tratava de uma tarefa profissional. No entanto, ao perceber que se tratava de uma confraternização, optou por voltar ao seu quarto.
De acordo com a denúncia, logo após retornar ao quarto, a mulher atendeu à porta, acreditando que era um chamado referente ao trabalho. Nesse momento, Ryan Mendes teria entrado em seu quarto e, supostamente, cometido a agressão. A vítima registrou as lesões, incluindo cortes e hematomas, e apresentou as imagens à polícia.
Após o incidente, a mulher recebeu atendimento em uma clínica especializada em violência sexual, onde foram realizados exames forenses que revelaram múltiplos hematomas em várias partes do corpo, além de lesões genitais. A vítima formalizou a denúncia na delegacia, passou por perícia e continua a receber acompanhamento psicológico. Ela relatou que não obteve apoio da Federação Cabo-Verdiana de Futebol.
A investigação sobre o caso teve início em 10 de abril de 2026. A polícia da Nova Zelândia está analisando as imagens das câmeras de segurança do hotel e aguarda os resultados dos exames periciais antes de decidir sobre possíveis acusações formais. Por questões de privacidade, as autoridades não divulgam os nomes dos envolvidos.
Em 10 de maio, a brasileira e seu marido enviaram notificações extrajudiciais à Federação de Cabo Verde e à Fifa, incluindo provas e solicitando a suspensão da participação do jogador na Copa. No dia 20, preencheram um formulário de denúncia no canal Safeguarding da Fifa, mas ainda não receberam retorno.

