Cármen Lúcia encerra presidência do TSE e Kassio Nunes Marques assume o cargo

A ministra Cármen Lúcia se despediu da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (7), antecipando.
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A ministra Cármen Lúcia deixou a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, dia 7, em um discurso que destacou a importância da igualdade de gênero e abordou a violência enfrentada por mulheres em cargos de poder. Em sua fala, Cármen Lúcia enfatizou a necessidade de maior participação feminina na política, sendo aplaudida de pé por seus colegas ao afirmar: "Somos igualmente patriotas e queremos estar ao lado e participar do que pode trazer algum benefício para a sociedade".

Originalmente, a saída da ministra estava prevista para 3 de junho, mas foi antecipada a pedido dela. Cármen Lúcia, primeira mulher a presidir o TSE, teve duas passagens pela Corte Eleitoral, comandando as eleições municipais de 2012 e 2024. Em seu discurso, ela manifestou o desejo de que as advogadas brasileiras tenham as mesmas oportunidades que seus colegas homens, destacando a qualificação das profissionais no Brasil.

Na próxima terça-feira, dia 12, o cargo de presidente do TSE será transferido para o ministro Kassio Nunes Marques, que assumirá oficialmente a função. O novo vice-presidente será o ministro André Mendonça. A condução da Justiça Eleitoral durante as eleições deste ano ficará sob a responsabilidade de Nunes Marques, que enfrentará desafios significativos, incluindo a organização administrativa do TSE e a segurança das urnas eletrônicas.

Durante a última sessão de Cármen Lúcia à frente do tribunal, Kassio Nunes Marques elogiou a atuação da ministra, ressaltando sua dedicação à defesa da democracia e à valorização da participação feminina no Judiciário e na política. "Vossa excelência defendeu os institutos mais caros de nossa democracia com o compromisso próprio de quem é apaixonada pelo nosso país", afirmou Nunes Marques em reconhecimento ao trabalho de sua antecessora.

A antecipação da saída de Cármen Lúcia e a chegada de Kassio Nunes Marques à presidência do TSE marcam um novo capítulo na Justiça Eleitoral brasileira, com a expectativa de continuidade na defesa de valores democráticos e na promoção da equidade de gênero no ambiente político.

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