A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está custeando integralmente as passagens, hospedagem e demais despesas de viagem para os dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B que vão acompanhar a Copa do Mundo nos Estados Unidos. O intuito é garantir presença na estreia da Seleção Brasileira e realizar observações que, segundo a CBF, visam aprimorar a governança nos clubes.
Essa prática, no entanto, não é uma novidade da atual gestão. A CBF tem seguido à risca uma tradição que se perpetua há décadas. Ricardo Teixeira, em gestões anteriores, adotou a mesma abordagem em Copas do Mundo, sempre alegando a necessidade de “visitas técnicas”. Com o tempo, ficou evidente que o verdadeiro objetivo era agradar e fidelizar os eleitores.
A estratégia de convidar dirigentes para eventos dessa magnitude foi repetida por José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Ednaldo Rodrigues ao longo de suas respectivas gestões. Apesar das justificativas apresentadas, a CBF nunca tornou pública a lista completa de convidados. Em um episódio na gestão de Ednaldo Rodrigues, quando uma lista vazou, foram identificados não apenas dirigentes, mas também familiares, políticos, artistas e autoridades de diferentes esferas.
Dessa forma, a continuidade dessa prática revela que, independentemente de quem esteja à frente da CBF, a “cartilha” permanece inalterada. O questionamento agora é sobre a validade desse investimento: seria um avanço necessário ou apenas uma repetição de ações já conhecidas?
Com a Copa se aproximando, resta saber como a CBF irá gerenciar a presença desses dirigentes e quais serão os desdobramentos dessa estratégia em termos de governança e relacionamento com os clubes. A expectativa é alta, e o cenário promete ser de grande visibilidade para as ações da entidade máxima do futebol brasileiro.

