A corrida presidencial de 2026 apresenta um contexto desafiador para o presidente Lula, que registra a mais estreita vantagem no primeiro turno desde 2002. De acordo com pesquisas do Datafolha, o atual líder tem 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro se aproxima com 35%. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.
Historicamente, Lula costumava desfrutar de uma vantagem mais confortável em períodos semelhantes durante as campanhas anteriores. Em 2002, por exemplo, sua diferença era de dez pontos em relação a José Serra. Em 2006, a liderança era de 17 pontos sobre Geraldo Alckmin. Já em 2022, Lula contava com 48% das intenções, frente a 27% de Jair Bolsonaro.
Analistas observam que a atual competitividade reflete uma divisão mais acentuada entre os eleitores. Para ter sucesso, Lula precisará expandir sua base de apoio para além do seu núcleo tradicional. A polarização entre as candidaturas continua a ser um fator crucial na disputa, com Lula e Flávio Bolsonaro apresentando índices de rejeição semelhantes, de 48% e 46%, respectivamente.
Outros candidatos, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, apresentam taxas de rejeição mais baixas, mas possuem menor reconhecimento entre o eleitorado. Especialistas ressaltam a importância do voto útil em cenários marcados pela polarização, observando ainda que a quantidade de indecisos e votos brancos pode ter um impacto significativo no resultado final.
A pesquisa foi realizada com 2.004 entrevistados em 137 cidades e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para acompanhar mais informações sobre a eleição, é possível se inscrever na newsletter que oferece notícias e bastidores exclusivos.

