No vídeo divulgado, Zema não poupou críticas a Flávio, afirmando: “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável”, e acrescentou que a atitude seria um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. A declaração gerou uma reação imediata no meio bolsonarista, com Eduardo Bolsonaro acusando Zema de não considerar “o outro lado” da situação. A deputada federal Júlia Zanatta, do PL-SC, criticou ainda mais e mencionou que havia um movimento dentro do PL para suspender alianças com o Partido Novo em função da manifestação de Zema.
A postura do ex-governador provocou divisões internas no Partido Novo. Integrantes da legenda expressaram descontentamento com a forma como Zema se posicionou publicamente. O diretório estadual do Novo no Paraná emitiu uma nota afirmando que o vídeo causou “ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas” e considerou a manifestação de Zema como “precipitada”.
Em resposta às declarações do ex-governador, Flávio Bolsonaro declarou que a situação inviabilizou uma possível chapa conjunta entre eles, afirmando que, em função do ocorrido, não seria viável ter uma chapa Flávio presidente e Zema vice. Ele criticou a atitude de Zema, sugerindo que o ex-governador se aproveitou eleitoralmente da situação.
Apesar da crise, o apoio ao senador Flávio Bolsonaro se manteve firme por parte de seu pai, Jair Bolsonaro. Relatos indicam que o ex-presidente orientou o filho a manter sua posição e não recuar. “Apenas fale a verdade”, teria sido a orientação de Jair a Flávio.
Além disso, uma Pesquisa Datafolha divulgada em 16 de maio destaca o crescimento do capital eleitoral de Flávio. Em um cenário de segundo turno, o senador aparece empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos com 45% das intenções de voto. O levantamento, que entrevistou 2.004 eleitores em 139 municípios entre os dias 12 e 13 de maio, apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos.

