O sistema elétrico nacional de Cuba entrou em colapso, resultando em um apagão generalizado que afeta praticamente toda a população da ilha. O operador estatal informou sobre uma "desconexão completa" da rede elétrica, impactando cerca de 10 milhões de habitantes.
Esse incidente ocorre em um contexto de crise energética que se intensificou nos últimos meses. O governo cubano atribui a escassez de combustível ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, com o ditador Miguel Díaz-Canel afirmando que o país não recebe carregamentos de petróleo há mais de três meses, afetando a geração de energia nas termelétricas.
Cuba depende em grande parte de usinas movidas a combustíveis fósseis, e a falta de petróleo tem levado a uma operação com capacidade reduzida da rede elétrica, resultando em sucessivos apagões. A crise foi agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela, principal fonte externa de energia para Cuba.
A escassez de combustível tem gerado restrições em serviços essenciais, como hospitais e transporte público, além de provocar protestos nas últimas semanas. O governo cubano iniciou conversas com autoridades americanas para discutir soluções para o bloqueio e a falta de petróleo.

