A coligação "Juntos Para Mudar, Coragem para Reconstruir", que tem Eduardo Paes (PSD) como integrante, informou na quinta-feira (8) que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno das eleições de 2026.
Neste contexto, a coligação protocolará um pedido de medida cautelar com o objetivo de assegurar a realização de um segundo turno nas eleições para o governo do Rio de Janeiro. O TSE formou maioria para rejeitar a candidatura de Garotinho e invalidar os votos que ele recebeu no primeiro turno, com um placar de 5 a 2.
A nota divulgada pela coligação ressalta que os votos divergentes no julgamento defenderam a importância de respeitar a soberania popular e a necessidade constitucional de uma maioria absoluta para a eleição de governador. Com a anulação dos votos de Garotinho, Douglas Ruas (PL) deve ser declarado eleito no primeiro turno.
A decisão ainda precisa ser comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que é o órgão responsável pela retotalização dos votos. Até o momento, Ruas e Eduardo Paes estão habilitados para o segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro. Ruas liderou a votação, obtendo 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes recebeu 3.706.984 votos, ou 42,76%. Os votos de Garotinho somaram 274.411, correspondendo a 3,17%.
Com a exclusão dos votos de Garotinho, Ruas alcança aproximadamente 50,9% dos votos válidos, percentual que lhe garantiria a vitória no primeiro turno. Além disso, os ministros do TSE rejeitaram o pedido de desistência de Garotinho em relação ao recurso que contestava a decisão que negou sua candidatura.
Garotinho formalizou a desistência do recurso no dia 5 de outubro, um dia após o primeiro turno, alegando que estava abrindo mão do processo de forma "livre, expressa, consciente e irretratável" e solicitou que o TSE reconhecesse essa decisão. O relator do caso, Floriano de Azevedo, foi acompanhado pelos ministros André Mendonça e Estela Aranha, que argumentaram que Garotinho não tinha condições de disputar o pleito devido ao trânsito em julgado da ação de improbidade.